Oi queridos.
Desculpe a demora, final de semestre é sufocante, mas agora é só alegria FÉRIASSSS. São poucos dias, mas já vale para descansar, passear, dormir e tudo que nós estudantes de veterinária merecemos. Vamos aproveitar o pouco tempo de férias porque logo logo voltamos as aulas.
Aproveitem as férias \o/\o/
Beijos a todos.
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
Trabalho de ecologia.
Oi queridos e queridas.
Depois de muito tempo sem fazer posts, achei melhor fazer um post mais voltado para alguma cadeira do curso. Esse foi um trabalho que tive que fazer em grupo da cadeira de ecologia.
Espero que gostem e seja útil para vocês.
Beijos :*
Depois de muito tempo sem fazer posts, achei melhor fazer um post mais voltado para alguma cadeira do curso. Esse foi um trabalho que tive que fazer em grupo da cadeira de ecologia.
Espero que gostem e seja útil para vocês.
Beijos :*
Introdução:
Existem
microorganismos tanto bons como ruins para agropecuária, estes causam prejuízos
aos produtores que tendem a procurar medidas para combatê-los, muitas vezes com
o passar dos tempos essas pestes se tornam resistentes a tais defensivos
agrícolas, tendo então que se procurar novas alternativas.
Neste trabalho
enfocaremos nas duas doenças mais conhecidas da banana, as Sigatokas amarela e
negra, responsáveis pelas maiores perdas nos bananais brasileiros e de todo
mundo.
Resistência de microorganismo na agropecuária (Sigatoka):
Tanto a agricultura como a pecuária sofrem com
a resistência que alguns organismos criam, prejudicando produtores, na pecuária
contabilizamos doenças, bactérias, que acabam algumas vezes sofrendo mutações e
então o remédio dado já não faz mais o efeito desejado. Nas lavouras o problema
é quando os agrotóxicos já não inibem a proliferação da doença, causando
enormes prejuízos econômicos principalmente aos produtores. Vejamos a seguir,
mais detalhadamente os problemas e benefícios da bananicultura:
Entre os problemas fitossanitários da
bananicultura, duas doenças causam maior preocupação ao setor. Tratam-se da
sigatoka amarela e da sigatoka negra.A sigatoka amarela é causada pelo fungo Mycosphaerella musicola.É uma doença
agressiva, responsável por perdas severas na produtividade do bananais
brasileiros.Para a ocorrência da doença é necessário que o esporo do fungo
encontre condições favoráveis para a infecção do tecido vegetal.Estes fatores
são tecidos suscetíveis (normalmente a folha vela e as três folhas mais novas
da bananeira), a água livre (chuva ou orvalho) e temperaturas adequadas (acima
de 21ºC).
A
sigatoka negra é causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, sendo
considerada a mais grave doença da bananicultura mundial.Este fungo é
extremamente agressivo, podendo ocasionar perdas superiores a 80% da produção,
quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento do
patógeno.O primeiro relato da chegada da sigatoka negra ao Brasil foi em 1998,
no estado do Amazonas.Em 2004, a doença foi identificada em São Paulo,na região
do Vale do Ribeira.Desde então , vem sendo disseminada e hoje pode ser
encontrada em grande parte dos estados brasileiros.Devido ao elevado grau de
agressividade desta doença, normalmente onde há incidência de sigatoka negra, a sigatoka amarela
desaparece muito rápido.Na tentativa de manter a doença sob controle,ocorre uso
intenso de defensivos agrícolas, aumentando o custo de produção, alem de causar
danos ambientais e também ao produtor rural.
O uso desenfreado de defensivos químicos pode acarretar em danos econômicos e ambientais.Por isso o produtor deve lançar
mão,também, de outros métodos, como o controle genético, que consiste no
plantio de variedades resistentes a doenças.
Outra alternativa é o controle cultural,que diz
respeito às técnicas agrícolas, como densidade adequada de plantio, nutrição
eficiente, uso de fertirrigação, retirada de folhas doentes e manejo de
perfilhos.
O monitoramento da sigatoka negra é uma
metodologia que vem sendo aplicada pelos produtores rurais com o intuito de
diminuir as aplicações de defensivos químicos, racionalizando a sua utilização.
O sistema de previsão bioclimático é uma
ferramenta fundamental para o manejo fitossanitário eficiente do
bananal.Permite caracterizar o comportamento da doença em uma dada região,
conhecendo-se a flutuação da severidade no decorrer do ano climático.Esta
caracterização possibilita a racionalização do controle químico, apontando o
momento correto das pulverizações com fungicidas, além de determinar o
intervalo.Torna possível, ainda efetuar a alternância dos grupos químicos dos
fungicidas nas aplicações, de modo a evitar o aparecimento de futuros episódios
de resistência do patógeno a um determinado produto.
O principal método utilizado no monitoramento
da severidade da sigatoka negra baseia-se na taxa de emissão foliar semanal e
na presença dos sintomas da doença, nos seus estádios mais precoces (1,2 e 3),
identificados nas folhas novas das plantas, ou seja, na segunda, terceira e
quarta folhas a parir da folha “vela”.As avaliações de campo são feitas
semanalmente e a evolução da severidade é resultado da nota dada à severidade
por ocasião da avaliação e do ritmo de emissão foliar.
Para um correto e eficiente monitoramento desta
doença, o pesquisador científico da Agencia Paulista de Tecnologia dos
Agronegócios Wilson da Silva Moraes (Apta Regional do Vale do Ribeira)
desenvolveu um aplicativo computacional, de fácil operação, que estima a
severidade da doença baseando-se na evolução dos estádios de desenvolvimento
dos sintomas e do ritmo de emissão foliar.
Técnicas de monitoramento, associadas ao
emprego de materiais genéticos resistentes às doenças, uso de mudas sadias,
nutrição equilibrada, plantio na densidade adequada, irrigação e outras
técnicas culturais, compõem o manejo integrado de doenças, favorecendo o bom
desenvolvimento e produtividade das plantas, mantendo o empreendimento
rentável.
Melhoramento
genético: é uma
ferramenta que proporciona aos agricultores materiais genéticos de altíssima
qualidade, com características de excelente produção associando-se rusticidade
e resistência às doenças. O grande rol de variedades atualmente disponível aos
bananicultores permite rentabilidade e atendimento aos diversos segmentos de
mercado.Estes novos genótipos são devidamente avaliados em diversas regiões
produtoras com o intuito de identificar os melhores para cada tipo especifico
de condições edáficas e climáticas, com melhor adaptabilidade.
Fertirrigação: técnicas aprimoradas de
fertirrigação. Que são a junção de irrigação com nutrição de plantas,
proporcionam o uso racional da água na cultura, permitindo uma produção
sustentável e ambientalmente favorável, com ganhos econômicos, sociais e
ambientais por parte dos produtores. A otimização do processo produtivo é
benéfica para a produção, pois permite ao produtor rural garantir maior
rentabilidade, com redução de custos e melhor utilização de insumos e mão de obra.
A propagação de bananeiras é outro ponto da
cadeia produtiva que se modernizou substancialmente nos últimos anos. A cultura
saiu de uma situação até certo ponto precária, para a modernização de técnicas,
como a produção de mudas in vitro,
que permite alto rendimento e maior controle sobre os materiais genéticos,
garantindo uniformidade de produção, com maior vida útil do bananal, atendendo
ás exigências de um mercado cada vez mais empresarial. Outro fator muito
importante agregado ao novo processo produtivo da bananicultura é que. O uso de
mudas micro propagadas sadias diminiu, consideravelmente, a disseminação de
pragas e doenças, favorecendo o manejo fitossanitário das lavouras.
O manejo fitossanitário também passou por
mudanças na bananicultura, com técnicas que proporcionam maior eficiência no
controle das doenças e pragas, com menor custo para o produtor e também para o
ambiente. O rígido controle sobre os defensivos químicos utilizados na lavoura
é muito importante, uma vez que esta fruta é consumida, em sua maior parte, in natura.
A Sigatoka no
Brasil:
Em
dezembro de 1997, durante um trabalho realizado em Tabatinga e Benjamin
Constant, para avaliar a incidência e prevalência de doenças vasculares da
bananeira (Moko e Mal-do-panamá) realizado pelos técnicos na época, da
Delegacia Federal da Agricultura do Estado do Amazonas e Embrapa Amazônia Ocidental, Ana Fabíola, Carlinhos, José Clério Rezende
Pereira e Luadir Gasparotto, detectaram uma nova doença foliar ocorrendo em
bananeira, de forma severa induzindo perdas de até 100% nas cultivares prata,
maçã e nos plátanos Pacovan (D’angola) e Pacovi (Banana da Terra).
Desde então os produtores enfrentaram problemas
atrás de problemas com a produção. A maior parte dos produtores tradicionais que abandonaram a cultura foi
substituída por uma nova geração de produtores capitalizados e tecnificados
muitos em áreas de terra firme, produzindo até 20t/ha ao ano contra cerca de 8
t/ha ao ano dos produtores tradicionais na várzea. Entretanto o Amazonas
continuou importando cerca de 80% da banana consumida no estado, em particular
de Roraima. Mas mesmo hoje em dia há falta de incentivo aos produtores.
A
produção brasileira de banana em 2011 foi de aproximadamente sete milhões de
toneladas, o que faz com que o Brasil ocupe o quinto lugar no ranking mundial
de produtores, atrás apenas da Índia (27 milhões de toneladas), Filipinas ( 9,1
milhões de toneladas), China 9 nove milhões de toneladas) e Equador ( 7,6
milhões de toneladas). A cultura ocupa uma área de aproximadamente 490 mil
hectares no Brasil.
O
cultivo desta fruta, antes caracterizado por pequenas áreas e baixa tecnologia,
hoje está presente em áreas extensivas e tem a sua disposição, técnicas
modernas e sofisticadas, que permitem alcanças altas produtividades, agregando
qualidade ao fruto.
Conclusão:
Concluímos então
que a mutação e resistência desses microrganismo é dada por uma utilização errada
dos agentes químicos ao combater esses organismo, causando um uso errado do
produto proporcionando assim que o microrganismo se torne mais resistente e
cada vez mais eficaz contra o agente químico.
A seleção
genética das bananeiras é uma
alternativa eficaz e não prejudicial ao meio ambiente, onde o produtor escolhe
as bananas que mais resistem ao microrganismo agressor, fazendo assim
cruzamentos com essas plantas mais fortes.
Também podemos
dizer que a sigatoka negra é mais “forte” e agressiva as bananeiras do que a
amarela, onde caracteriza grande perda nas plantações, ocorrendo assim quase
perda total da produção. Um problema grave para o produtor, fazendo assim que
corra atrás de alternativas mais eficazes para combater a sigatoka.
Bibliografia:
è
Revista Cultivar
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Gatinhos abandonados.
Oi pessoal.
Post de hoje é sobre os gatinhos que foram abandonados com menos de 5 dias de vida, eles foram deixado no estacionamento da faculdade onde estudo. São bem pequenos, nem abriram os olhos e são umas fofuras gente, não sei como uma pessoa pode fazer isso.
Infelizmente existem muitas pessoas assim soltas pela mundo.
Enfim é um caso complicado. Mas quem tiver interesse em adotar eles, estão no HV da ULBRA em canoas.
Fotos: Estágio
Até o próximo post :)
Post de hoje é sobre os gatinhos que foram abandonados com menos de 5 dias de vida, eles foram deixado no estacionamento da faculdade onde estudo. São bem pequenos, nem abriram os olhos e são umas fofuras gente, não sei como uma pessoa pode fazer isso.
Infelizmente existem muitas pessoas assim soltas pela mundo.
Enfim é um caso complicado. Mas quem tiver interesse em adotar eles, estão no HV da ULBRA em canoas.
Fotos: Estágio
Até o próximo post :)
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Raio-x.
Oi pessoal.
Quinta passada tivemos um momento bem emocionante para nós estagiárias do setor de diagnóstico por imagem. Uma cadela labradora esperando seus bebês, no raio-x apareceu as colunas e crânios, ela superou com 10 na barriga e já tinha ganhado 5.
Vamos as fotos.
Beijos e até o próximo post.
Quinta passada tivemos um momento bem emocionante para nós estagiárias do setor de diagnóstico por imagem. Uma cadela labradora esperando seus bebês, no raio-x apareceu as colunas e crânios, ela superou com 10 na barriga e já tinha ganhado 5.
Vamos as fotos.
Beijos e até o próximo post.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Fratura de Rádio Ulna.
Oi pessoal.
Quanto tempo que não faço um post para vocês né?! Mas estou de volta, trazendo mais coisas interessantes do mundo veterinário.
Atualização de hoje é sobre uma cadelinha que fraturou Rádio Ulna.
Espero que gostem.
Beijos e até o próximo post.
Quanto tempo que não faço um post para vocês né?! Mas estou de volta, trazendo mais coisas interessantes do mundo veterinário.
Atualização de hoje é sobre uma cadelinha que fraturou Rádio Ulna.
Relembrando da Anatomia I:
Beijos e até o próximo post.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Notícias do mundo animal: Cavalos europeus desembarcam no salgado filho
O desembarque foi acompanhado por uma comissão do torneio formada pelo presidente da Federação Gaúcha de Esportes Equestres, João Mazzaferro. a presidente da Sociedade Hípica Porto Alegrense, Maria Luisa Amodeo Daiello, e pelo veterinário Jarbas da Costa Castro Jr. A vinda dos animais foi possível graças a uma operação logística envolvendo os organizadores do The Best Jump, Infraero e a empresa aérea.Do aeroporto os cavalos seguiram para a Hípica, na zona sul de Porto Alegre.
A aeronave da Lufthansa com capacidade normal de 90 toneladas de carga foi especialmente configurada para o transporte dos animais e para atender as condições operacionais do Salgado Filho. O MD11 cargueiro saiu de Frankfurt, na Alemanha, com escala no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e depois, Porto Alegre. Empresa alemã com operação há mais de 30 anos nos aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro, a Lufthansa Cargo no retorno da capital gaúcha transporta cargas regulares para diversos destinos da Europa.
Os 11 cavalos europeus que vão participar da 44ª edição do The Best Jump – Concurso de Saltos Internacional Cidade de Porto Alegre chegaram nesta segunda-feira, dia 30, pela manhã, a Porto Alegre em um MD 11 da Lufthansa Cargo que, pela primeira vez, desceu no Aeroporto Internacional Salgado Filho.
Torneio começa nesta quarta-feira
Como desfecho da operação, o The Best Jump terá pela primeira vez a participação de competidores europeus com cavalos próprios. O torneio oferecerá R$ 550 mil em prêmios e é promovido pela Federação Gaúcha de Esportes Equestres (FGEE), em parceria com a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e a Federação Equestre Internacional (FEI). Na Sociedade Hípica Porto Alegrense estarão reunidos os melhores cavaleiros e amazonas do Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile, Venezuela, Costa Rica, Equador, Alemanha, Bélgica e França.
O concurso começa na quarta-feira, 2/4, e se prolonga até domingo, 6/4. Na quarta-feira à noite acontece a já tradicional prova Warm Up – Carro + Cavalo -, que abre oficialmente a 44ª edição do The Best Jump 2012. Disputado na pista coberta da Sociedade Hípica Porto Alegrense, costuma ser acompanhado com atenção pelo público. Mais que uma competição, a prova serve de confraternização entre os participantes. No Warm Up, os conjuntos tentam obter a vitória em duelos de duplas.
sites para acessar: http://www.brasilhipismo.com.br/noticias/cavalos-europeus-para-o-the-best-jump-desembarcam-no-salgado-filho-em-cargueiro-da-lufthansa , http://www.fgee.com.br/index.php/content/view/5166/Cavalos_europeus_para_o_The_Best_Jump_desembarcam_em_Porto_Alegre.html , http://www.bestjump.com.br/ .
sábado, 28 de abril de 2012
Brucelose.
A brucelose é uma doença infecto-contagiosa, especialmente importante para fêmeas adultas e prenhes, sendo uma zoonose de grande relevância para a saúde pública.
Esta enfermidade é causada por bactérias aeróbicas, Gram negativas do gênero Brucella spp que acomete os animais domésticos e o homem.
É responsável por grandes prejuízos no rebanho nacional de bovinos e bubalinos, devido ao aborto, redução da fertilidade e conseqüente queda na produção leiteira.
A Brucelose também chamada de mal de Bang ou aborto infeccioso.
A ocorrência é comum em todo o mundo e principalmente no Brasil, e não sendo combatida pode causar prejuízos à produção animal pelas seguintes razões:
- atua como uma das causas de diminuição da eficiência reprodutiva onde uma conseqüencia disto è redução da produção de bezerros a menos de 50%
- causa diminuição de leite da ordem de 20% (pela ocorrência de quadros de mastite)
- uma de cada cinco vacas que abortarem, jamais readquire a eficiência reprodutiva normal 4.o criador e sua família podem ser infectados, visto que a doença passa para o homem via ingestão de leite contaminado.A infecção penetra no organismo animal por via digestiva (por alimento contaminados com feto abortado e restos placentários) e em seguida passa para o sangue, indo se localizar em várias partes do corpo.Embora as bezerras não manifestarem a doença e não mostrarem sinais da presença da bactéria no corpo, ajudam a propagá-la da seguinte forma: quando jovens, filhas de mães com brucelose, não apresentam a doença, mas quando se tornam prenhes (fase adulta) passam a eliminar o germe no meio ambiente por abortamento, contaminando a alimentação e assim contagiando outros animais. As vacas e novilhas prenhes retém o germe na placenta (a membrana que recobre o feto). Além disso, os microorganismos invadem os gânglios linfáticos e podem causar inflamações nas articulações.Muitos touros contraem a brucelose, porém, somente alguns propagam a doença, quando os germes se instalam nos gânglios linfáticos próximos ao testículo e outras partes do aparelho reprodutor e são eliminados com o sêmen, mas isto ocorrendo em quantidade baixíssima.A introdução de animais infectados no rebanho é o principal caminho de entrada da brucelose em uma criação. Uma vez introduzida a doença, surge o aborto, com os envoltórios fetais e as secreções invadidas de Brucella. A disseminação se faz com os alimentos na água contaminados e do contato entre animais que se lambem.Depois de um aborto, a infecção pode desaparecer do útero, mas permanece ativa no úbere por muito tempo. Quando os ovários são atingidos, a esterilidade em geral ocorre ou então a eficiência reprodutiva diminui. Não obstante, alguns animais se recuperam e adquirem grande resistência a uma nova infecção à apresentação de novos quadros de aborto, mas possuem o germe em pequena quantidade.Quando a doença é introduzida em um rebanho sadio, há um surto inicial violento, durante dois anos e depois deste período ela desaparece aparentemente, pois adquire caráter crônico. No entanto, se animais novos são introduzidos, logo adquirem a enfermidade se não forem tomados cuidados profiláticos.O período de incubação de brucelose é bastante variável, indo de duas semanas a mais de sete meses. Na maioria dos casos, porém, oscila entre 30 a 60 dias.
SINTOMAS O aborto é o sintoma mais freqüente, porém, há vacas que não abortam. As vacas que abortam vão se tornando resistentes e em conseqüência, os abortos vão se tornando menos freqüentes nas sucessivas gestações. Outros sintomas são os seguintes:- retenção da placenta e esterilidade;
- nos machos, orquite e apidimite:
- inflamação das articulações e abcessos subcutâneos também podem ocorrer (mais comumente no cavalo).
DIAGNÓSTICO Quando um animal está infectado de brucelose, uma das substâncias formadas no sangue para defesa contra enfermidade é a aglutinina (anticorpo). Esta substância é encontrada no soro e a sua quantidade depende da extensão a atividade da infecção.Quando tal soro é posto em contato com um antígeno composto de microorganismos de Brucella, estes sofrem aglutinação. Esta é a base da prova de aglutinação para o diagnóstico da brucelose. Esta prova, que pode ser feita pelo método lento (Soro Aglutinação Lenta) em tubo ou pelo método em placa ( Soro Aglutinação Rápida) ou pelo Ring-test, exige conhecimentos técnicos para a execução e para a interpretação.A prova do anel, ou "ring-test", é um método rápido para determinar se em um rebanho existem vacas com brucelose e consiste em um processo especial de aglutinação para o diagnóstico - da Brucella em amostras de leite.Em geral é feita em uma amostra de leite de cada vaca de um rebanho. É relativamente simples e muito sensível, pois pode acusar a presença até de uma vaca doente em todo o conjunto. Exige porém, técnica especial. A soro aglutinação é o teste que deve ser feito uma vez por ano (mínimo) em todo o rebanho e os animais com reação positiva devem ser eliminados.PROFILAXIA Dentre as medidas profiláticas, a mais prática é a vacinação sistemática das bezerras aos quatro a oito meses de idade. A vacina usada é com a cepabrucella b.19, fabricada com uma linhagem de Brucella abortus de virulência atenuada.O fator que mais dificulta o emprego da vacinação contra a brucelose é que, aproximadamente duas semanas depois do animal receber a vacina, seu sangue começa a reagir como se a infecção fosse natural. Esta reação persiste por tempo variável, porém, nos animais vacinados na idade apropriada, geralmente desaparece quando eles chegam aos dois anos. A imunidade conferida pela vacinação das bezerras não diminui com o aumento da idade.Nos animais vacinados depois de adultos a reação é persistente, e não distingue na compra de um bovino, porque ambos dão reação positiva.Além da vacinação, podem ser tomadas estas medidas profiláticas: - exame anual de todos os animais componentes do rebanho;
- não introdução de animais infectados na fazenda;
- aquisição somente de indivíduos com atestado negativo de soro aglutinação, ou oficial de vacinação;
- reexame de todos os animais que tomarem parte em feiras e exposições;
- isolamento das vacas que abortarem e exame antes da volta do rebanho;
- desinfecção dos alojamentos, currais, bebedouros e utensílios que possam ter sido contaminados por animais que abortarem;
- fervura ou pasteurização do leite usado na alimentação de animais quando provenientes de animais suspeitos;
- vacinação feita por orientação de órgão oficial, com fornecimento de atestado para cada animal vacinado.
Vídeo:
links pesquisados: http://www.saudeanimal.com.br/artigo63.htm
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